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«As mãis de família da fréguezia de Vermoil, concelho de Pombal, quando pretendem casar soas filhas, levão-n'as a tres especies de romarias que os habitantes d'aquelles arredores costumão fazer, e são: Conceição, Espirito Santo, e Bodo de Vermoil.
Perto da tarde mãis e filhas todas vestidas de estamenha e em corpo com chapéu de aba larga na cabeça apparecem no arraial e chegando perto dos rapazes a que já têem deitado o fito chamão-n'os para a venda onde lhes pagam o vinho bebendo elles juntamente com as filhas estas indo já preparadas com 10 réis e um guardanapo lavado comprão tremoços e voltadas para os rapazes e mostra ndo lhes os tremoços dizem Dá a mim dou a li Os Maneis todos tafues com o seu calção de tripe e camisa de linho com coleirinhos de 33 centimetros abrem a jaleca e mostrando ás Zephas o bolso furtado dizem lhes dou a ti tirando ellas os tremoçDs dos bolsos e elles do guardanapo D ahi a pouco ouve se ás vezes na igreja as denunciações d um casamento que não teve outros principios senão esta simples troca de palavras e favores com que reciprocamente se brindaram os dous contrahentes Abençoadas romarias 1 São tão antigas como as povoações e hão de durar em quanto estas existirem.
A de J e Silva Vermoil »
Almanach de Lembranças Luso-Brazileiro para o anno de 1864
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É provável que o nome Sebastião José de Carvalho e Melo, não signifique nada a grande parte dos leitores deste artigo, mas, se a isto acrescentar que este é o nome do homem que virá a ser o Marquês de Pombal e o Conde de Oeiras, torna-se mais fácil ao leitor descobrir que falo de uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Nascido em Lisboa a 13 de Maio de 1699, filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de Teresa Luísa de Mendonça e Melo, Sebastião José foi em 1739 nomeado sob a Mercê da protecção do cardeal D. João da Mota, representante de Portugal em Londres e a partir de 1743, enviado extraordinário em Viena; Viúvo desde 1739 de um casamento pouco comum (isto porque raptou uma viúva mais velha que ele dez anos, da casa dos condes de Arcos), volta a casar-se em 1745 com uma jovem filha de um arruinado conde austríaco.
Depois da morte de D. João V, em 1750 entrou no grupo dos novos governantes escolhidos por D. José. Para esta escolha muito contribuiu a rainha-mãe, austríaca de nascimento como o era a esposa de Sebastião José. Secretário de Estado e perante a ineficácia dos seus colegas na governação tornou-se chefe da facção dominante, partidária do reforço do absolutismo, avançando por isso com reformas nesse sentido.
Sebastião José assegurou o seu poder pela energia prática de que deu provas aquando o terramoto de 1755. Em 1758, aproveitou-se um atentado contra D. José, para anular as resistências mais poderosas que se opunham aos seus planos absolutistas: a nobreza. Através da prisão e do suplício (1759) de muitos membros de importantes casas nobres de Aveiro, os Távoras e dos Jesuítas que fez expulsar em Setembro de 1759, e cujos bens foram sequestrados. A expulsão dos Jesuítas implicou, para além das consequências no sector da envagelização e da presença de Portugal no ultramar, um rude golpe no sector educativo do País, ao serem encerrados; uma universidade (Évora), dois institutos universitários (Coimbra e Lisboa) e dezanove colégios que constituíam a quase totalidade da rede de ensino universitário e médio então existente. Em face dessa situação viu-se obrigado a lançar as bases de ensino secundário oficial (1757 e 1761) e do ensino profissional (1759 e 1964), à criação do ensino primário (1772) e à reforma da Universidade de Coimbra (1772). Enquanto procedia ao aniquilamento e à subalternização das forças sociais mais influentes, procurou reforçar o funcionalismo judicial.
O insucesso de todas as companhias monopolistas (com excepção da dos vinhos) que criara e a reacção dos pequenos mercadores trouxe-lhe crescentes problemas financeiros, fiscais e administrativos. Por isso, quando a morte de D. José, a desgraça do Marquês de Pombal era por de mais evidente: em Março 1777, foi aceite o seu pedido de exoneração e uma semana depois refugiou-se em Pombal. A enorme fortuna que acumulou não lhe trouxe qualquer alívio aos anos que lhe restava de vida: com a acusação de um abastado comerciante, o Marquês de Pombal, viu-se no banco dos réus (1779) e condenado (1781) a desterro, como «merecedor de um exemplar castigo».
É inabalável que, ele foi um consignatário do Despotismo iluminado do reino no decorrer do século XVIII, numa época marcada pelo iluminismo, deste modo, exerceu um papel determinante na aproximação de Portugal à realidade económica e social dos países do Norte da Europa. Assim, ele desencadeia com esse desígnio várias reformas administrativas, económicas e sociais, e acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa.
Os seus últimos dias de vida foram vividos em Pombal e na Quinta da Gramela, propriedade que herdara de seu tio, o arciprestre Paulo de Carvalho e Ataíde em 1713. É nesta quinta que vem a falecer a 15 de Maio de 1782.

David Miguel dos Santos Mendes
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1496 – João de Barros nasceu, possivelmente, em Viseu ou em Braga, filho de Lopo de Barros, corregedor da comarca do Alentejo, considerado um nobre da época. Ficou órfão muito novo sendo educado na corte de D. Manuel I, no período dos Descobrimentos Portugueses, tendo ainda, na sua juventude, concedido a ideia de escrever uma história dos portugueses no Oriente. A sua prolífica (produtiva) carreira literária iniciou-se quando tinha pouco mais de 20 anos ao escrever um romance de cavalaria a “Crónica do imperador Clarimundo, donde os reys de Portugal descendem”, dedicado ao soberano e ao príncipe herdeiro D, João (futuro rei D. João III).
1521 – D. João III subiu ao trono e concedeu a João de Barros o cargo de capitão da fortaleza de São Jorge da Mina para onde partiu no ano seguinte.
1525 – João de Barros foi nomeado tesoureiro da casa da Índia, missão que desempenhou até 1528.
1530 – A peste assolou Lisboa levando João de Barros a refugiar-se na sua quinta da ribeira de Alitém, próxima de Pombal, evitando as consequências do terramoto de 1531 que destruiu a capital. Foi neste ambiente calmo, da quinta de Alitém, que continuou a escrever as suas biografias.
1532 – João de Barros regressou a Lisboa sendo designado pelo rei como feitor das casas da Índia e de Mina -uma posição de grande destaque, mas também de importante responsabilidade numa Lisboa que era então um empório a nível europeu com todo o comércio estabelecido com o Oriente. Barros provou ser um administrador bom e desinteressado, algo raro para a época, demonstrado pelo facto de ter amealhado pouco dinheiro ao contrário dos seus antecessores que haviam adquirido grandes fortunas com este cargo.
1534 – D. João III, Procurando atrair colonos para se estabelecerem no Brasil, evitando assim as tentativas de penetração francesa, dividiu em capitanias hereditárias. No ano seguinte, Barros foi agradecido com a posse de duas capitanias, de parceria com Aires da Cunha, o Ceará e o Pará.
1539 - Barros prepara uma armada de dez navios e 900 homens e zarpou para novo mundo. Mas, devido talvez à ignorância dos seus pilotos, a frota não atingiu o objectivo pretendido tendo andado à deriva até aportar às Antilhas espanholas. Demonstrando um grande humanismo, pagou as dívidas dos que haviam falecido na expedição, acto nada comum para a época, que levou Barros a criar grandes problemas financeiros com os quais teve de lidar até ao fim da sua vida, vendo-se mesmo obrigado a hipotecar parte dos seus bens.
1540 – Barros pede licença ao Bispo de Coimbra, D. Jorge de Almeida, para levantar o altar na capela se Sto. António na sua quinta. Durante estes anos Barros prosseguiu os seus estudos, nas horas vagas, e pouco depois da desastrosa expedição ao Brasil, publicou a Gramática da Língua Portuguesa e, a acompanhá-la, diversos diálogos morais, para ajudar ao ensino da Língua materna. Pouco depois iniciou a escrita de uma História que narrasse os feitos dos portugueses na Índia – as Décadas da Ásia. A Quarta Década foi deixada inacabada, sendo depois completa e publicada em Madrid, em 1615, muito depois da sua morte.
1568 – No mês de Janeiro deste ano, João de Barros sofreu de um acidente vascular cerebral sendo, por isso dispensado das suas funções na casa da Índia, recebendo um título de fidalguia e uma tença régia do rei D. Sebastião.
1570 – A 20 de Outubro deste ano João de Barros faleceu na sua quinta de Alitém, em Pombal.
Foi sepultado na capela de Sto. António, situada na quinta dos Claros, na ribeira de Alitém pertencente à freguesia de Vermoil, conselho de Pombal, onde também se encontra a casa que se diz lhe pertencer onde ele terá passado parte da sua vida.
Carlos José Mendes dos Santos (Secretário da J.F.V.)
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A passagem da figura de João de Barros pelo lugar de Vermoil, é um assunto que há muito tempo desperta a afabilidade de curiosos, muitos, tendem mesmo a atribuir a naturalidade do autor Quinhentista a este pequeno lugarejo.
Não existe prova Histórica que ateste a data e o local corpóreo do nascimento de João de Barros, mesmo assim, acredita-se que poderá ter nascido por volta de 1496 em Viseu (local onde residiu o seu pai). Ademais este local, o Cónego Manuel Serafim de Faria, da Sé de Évora, que viveu no século XVII e estabeleceu a biografia de João de Barros, aponta como outros locais possíveis; Braga, Vila Real, ou mesmo Pombal, este último parece-me totalmente céptico, visto que, a Quinta da Ribeira de Alitem é herança da sua futura esposa, D. Maria de Almeida, Filha de Diogo de Almeida de Pombal.
João de Barros descende de um Nobre de sangue; Lopo de Barros, a identidade da sua mãe é ainda hoje oculta, o seu topónimo “Barros”, deriva da região Minhota, onde a família detinha propriedades. O corregedor de Entre-Tejo e Odiana; Lopo de Barros é o responsável pela entrada na corte do seu filho, ele recomenda-o a D. João de Meneses, que apadrinha a sua entrada na corte ao serviço do rei D. Manuel. O monarca, desafia João de Barros a lançar-se nos estudos das Humanidades, ele possuía um excelente domínio da língua Grega e do Latim. O contacto intelectual com os novos mundos, novas gentes e novas culturas humanas, influenciam a sua educação, este é um tempo de profunda influência Ultramarina. A juntar ao desempenho intelectual, João de Barros vai cumprir funções de moço de guarda roupa do príncipe D. João (D. João III), o seu contacto com o futuro monarca vai ser determinante na maturidade da sua carreira, assim porque, depois da subida ao trono de D. João III (1521), João de Barros é nomeado em 1522 para a capitania de S. Jorge da Mina (na costa do ouro), cargo que irá ocupar até 1525.
Já depois de firmado o seu casamento com D. Maria de Almeida, do qual vão nascer Dez filhos, João de Barros vai em 1525 ocupar o cargo de Tesoureiro da Casa da Índia, Mina e Ceuta. Em 1530 regressa a Portugal e vê-se obrigado a procurar refúgio (devido à peste de 1530) na Quinta da Ribeira de Alitem. Neste curto período de Três anos no campo, terá escrito a pedido do seu amigo Duarte de Resende, a obra “Rhopica Pneuma”.
João de Barros foi um homem de inesgotável honestidade, esta sua virtude leva a que D. João III o nomeie Feitor da Casa da Índia, e lhe ofereça como prova de gratidão em 1535 a Capitania Brasileira do Maranhão no âmbito da política de fixação no Brasil. Já depois da associação com Ayres da Cunha e Alvares de Andrade, e com a finalidade de efectivar os direitos de Donatários das Capitanias Brasileiras, parte do Tejo comandada por Ayres da Cunha uma armada de Dez navios que: “Nos recifes à entrada do Amazonas. Uns naufragaram, outros perderam o rumo.” Perdem-se muitas vidas, entre as quais, a de Ayres da Cunha, a sua morte é determinante na falência do projecto. Sem ficar melindrado com a tragédia, João de Barros tenta por sua conta enviar nova expedição em 1536, comandada por dois dos seus filhos; Jeronymo e João, a expedição revelará novas consequências calamitosas.
Estas experiências tornar-se-ão num cataclismo financeiro, mesmo assim, João de Barros nunca se vem a servir dos desastres para obter compensações do monarca, ele prefere indemnizar e atribuir pensões às famílias das vitimas dos “desaparecidos na tormenta”, chega mesmo a hipotecar os seus bens.
Os últimos anos de vida de João de Barros, são com absoluta certeza passados na Quinta da Ribeira de Alitem, depois do pedido de renúncia do cargo de Feitor da Casa da Índia em 1567, empunha uma vida no campo. A sua morte foi causa de uma Apoplexia, depois de ter perdido a fala e estar entrevado nos últimos anos da sua vida. Diz o Couzeiro que no século XVII existia uma ermida: “da invocação de Santo António, a qual mandou fazer João de Barros, que compôs as Décadas; a cuja fábrica obrigou a sua quinta, que está na banda d’além, no bispado de Coimbra; e por falecer nesta quinta foi sepultado na dicta ermida, no ano de 1571.”
Em 1610 por vontade do seu afilhado D. Jorge de Ataíde, Bispo de Viseu, foi trasladado para a igreja Matriz de Alcobaça, era sua vontade erguer um túmulo digno do nome do seu padrinho, esse túmulo nunca foi erguido, e as suas ossadas acabaram por se perder entre outras no anonimato. Tal qual as suas ossadas, também os vestígios da passagem de João de Barros por Vermoil foram ignorados. A sua figura merece pela sua importância um destaque mais relevante, infelizmente esse destaque têm-se vindo a perder no esquecimento e na ignorância.

David Miguel dos Santos Mendes
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Quando falamos da Revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal, não falamos de um dia ou de uma acção isolada. A Revolução que teve lugar nesta data, é consequência de um conjunto de acções que visaram o derrube do regime político que vigorava em Portugal desde 1926. Esta Revolução tem um carácter demasiado complexo para ser debatido neste artigo, por isso, torna-se essencial fazer uma pequena selecção dos acontecimentos e narrar apenas os três pontos que a mim me parecem fundamentais.
Como primeiro ponto, é importante antes de falar em Revolução, especificar que o Estado Novo ou a II República, foi o nome do regime político autoritário e corporativista que durante quarenta e um anos actuou em Portugal. Este regime, surge devido à necessidade de controlar a enorme incapacidade dos altos dirigentes militares em resolver a crise económica e a agitação política da I República. O Doutor António de Oliveira Salazar, inicialmente chamado para assumir a pasta das Finanças, cumpre as exigências impondo uma forte austeridade e rigoroso controlo de contas, conseguindo um saldo positivo nas finanças públicas logo no seu primeiro exercício económico (1928-29). Deste modo, em 1932 ascende ao cargo de Presidente do Conselho de Ministros, onde se mantém em funções até 1968, quando é substituído devido a doença por Marcello Caetano.
É muito usual comparar o Estado Novo ao regime Fascista Italiano ou ao Nacional Socialismo de Hitler na Alemanha, um grande erro, isto porque, o Estado Novo caracteriza-se por ser um regime autoritário, corporativo de inspiração integralista. Este apoiava-se na censura, na propaganda, nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), nas organizações paramilitares (Legião Portuguesa), no culto do chefe e na ideologia católica.
O segundo ponto, é a preparação do levantamento militar de Abril. São três as reuniões clandestinas; a primeira em Bissau a 21 de Agosto de 1973, a segunda que dá origem ao Movimento das Forças Armadas, no Monte Sobral (Alcáçovas) a 9 de Setembro de 1973 e por fim, uma última a 24 de Março onde se decide o caminho da Revolução. É nestes encontros que o movimento delineia a estratégia de actuação? Num ponto de vista pessoal parece-me quase impossível que estas reuniões sejam o cérebro da Revolução, visto que, nestes encontros ainda não se sabia qual a receptividade dos soldados ao golpe militar. Todavia, era necessário conhecer-se os nomes dos oficiais dispostos a avançar, e criar as estruturas básicas da revolução e uma provável fuga se necessária fosse.
O terceiro e ultimo ponto e para mim o mais significativo no que toca à Revolução propriamente dita, são os acontecimentos revolucionários que se iniciam ainda no dia 24 de Abril, quando um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho, instala o comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa. Ligado a esta fase inicial da Revolução, vão ficar para sempre as canções “E se depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho e “Grândola Vila Morena”, de José Afonso, que serviram como senha para o inicio das movimentações.
Entre as muitas forças e figuras associadas a este levantamento militar, coube o papel mais significativo à Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandada pelo Capitão Salgueiro Maia. Numa primeira fase, esta força ocupou o terreiro do Paço, seguindo depois para o Quartel do Carmo, onde se encontrava o Chefe do Governo Marcello Caetano, que se rendeu ao final do dia depois de ter entregue o poder ao General Spínola que não pertencia ao MFA.
Portugal é um país que possuí uma grande tradição de Revoluções pacíficas, isto acontece pelo facto de a Revolução surgir sempre num momento de crise, em que o poder se encontra com grande fragilidade. O Golpe de Estado de Abril, não é excepção disso, e a grande deterioração do poder, pode explicar como pode um Movimento tão incipiente derrubar um regime de Quarenta e Um anos em apenas um dia. Mas nem sempre o conceito “pacífico” é um aspecto positivo, daí podermos considerar que revolução e passividade são dois conceitos inimigos. A passividade do movimento pode explicar o motivo pelo qual, as suas figuras mais relevantes tenham passado a ser vistas como marginais, e durante o PREC e na História de Portugal, foram mesmo substituídas por outras, que de certo modo, não tem qualquer interferência no Movimento. Falo de, Mário Soares ou Álvaro Cunhal, o primeiro que vence as primeiras eleições livres de 25 de Abril de 1975, derrotando Álvaro Cunhal um homem de claras influências marxistasleninistas, um regime implementado na União Soviética por Josef Stalin, que tem muitos seguidores pelo mundo, e foi responsável só na URSS pela morte de aproximadamente trinta e cinco milhões de Soviéticos.

David Miguel dos Santos Mendes



